sábado, 12 de outubro de 2019

Cultos aos Orisas na Nigéria: diferentes formatos comparando com os cultos na Diáspora africana aos países da América

Aqui no Brasil são conhecidos e cultuados alguns dos nossos Òrìsás: Obàtálá Orisanla (conhecido aqui como Oxalá e cultuado no Brasil através de seus dois filhos Osagyan/Oxagian e Osalufan/Oxalufan), Ògún, Osoosi (escreve Oxossi no Brasil), Logun, Osun, Sango, Esu, Oya (mais conhecida como Yansã no Brasil), Obaluaye, entre outros. Ainda cultuam em diversos estados brasileiros Yemoja, aqui no Brasil cultuada nos mares e chamada de Iemanjá. Ela é bastante conhecida nas religiões afro-brasileiras como candomblé e umbanda. Na Nigéria é cultuada nos rios. O culto da Òrìsá Yemoja acontece em minha cidade Ile Ife nos rios, por isso é chamada Odoya, Senhora do Rio. Percebi que a conceituação e adoração de Yemoja no Brasil difere significativamente daquela que fazemos na Nigéria
Há uma confusão entre Òrìsá Yemoja e Yemòó, esposa de Obàtálá. Yemòó é bem pouco conhecida no Brasil. Já no nosso Templo de Obàtálá de Ilé Ifè é cultuada sempre. Existem brasileiros que confundem Yemòó com Yemoja. Acreditamos que isso tenha acontecido diante da semelhança entre as duas palavras: YEMÒÓ e YEMOJA. Um dos casos de Òrìsás praticamente desconhecidos no Brasil é Yemoo. E Yemòó sempre esteve ao lado de Obàtálá durante toda a trajetória de Obàtálá na terra, da saída lá do mundo espiritual com a missão dada por Olodumare até o fim da jornada de Obàtálá na minha cidade Ile Ife, a 1.ª morada dos Orisas na Terra e o retorno dos dois à morada espiritual/ORUN.
Assim acontece também com a Òrìsà Olokun. Tão importante na minha cidade Ilé Ifé é bastante desconhecida aqui no Brasil. Era esposa bem querida de Oduduwa. E também duas outras esposas de Oduduwa: Olosa e Osara são desconhecidas aqui e até hoje e cultuadas na Nigéria.
Olokun é uma mulher corajosa e poderosa. Ela é muito bonita. Olokun começou sua vida em Ilé Ifè, como tantos outros Òrìsàs. E depois foi morar dentro do Oceano, na cidade de Lagos. Onde ela permaneceu e sempre afirmando que não gostava nada de sujeira em sua área e sempre querendo que tudo fosse limpo e bonito no Oceano. Belo legado que deixou ao Povo Yorùbá! Sendo assim, quando alguém vai até a praia fazer alguma oferenda é para Olokun. Yemoja, odoya/Iya do Rio/Senhora do Rio/Mãe o Rio.
E retornando a falar sobre as nossas formas de cultuar Òrìsà em Ile Ife, na Nigéria, esclareço que as formas de cultuar Òrìsà podem até diferir muito de cidade para cidade nigeriana, ou templo a templo nas diferentes cidades nigerianas. Assim fazemos usos da nossa tradição religiosa yoruba em minha cidade e tais usos podem não acontecer na próxima cidade Osogbo. O que preservamos é o respeito com os modos distintos dos nossos modos de cultuar. Tal diversidade é muito positiva, provando a vitalidade da nossa tradição religiosa yoruba.
Sempre causa muita felicidade saber que os Orisas permanecem cultuados no Brasil e já decorridos muitos anos do retorno de muitos nigerianos, pós-período escravagista brasileiro. Orisas são realidades vivas, não abstrações antigas e jã não mais usuais. Estamos vivos nos nossos cultos, eles não acabaram por questões referentes a colonização e só foram preservados em países da diáspora africana, como Brasil, Cuba, Trinidad Tobago e outros.
Já respondi algumas vezes se é verdade que o Povo Yoruba abandonou os orisas cultuados por nossos ancestrais. E agora são cristãos e muçulmanos. Respondo sempre que não é verdade. E no caso do Òrìsà Osoosi já ouvi depoimentos que teria desaparecido da Nigéria e que a presença de alguns nigerianos no Brasil é motivada pela necessária vontade de reaprender a cultuar Osoosi. E sempre costumo informar que isso não é verdade.
Já que Osoosi (leia-se Oxossi no Brasil) é o guardião de Obàtálá e cultuamos sempre em nosso Templo. E na foto abaixo é possível visualizar o Igba/assentamento onde cultivamos Osoosi, no concorrido dia dedicado ao Òrìsà Osoosi no nosso Templo de Obàtálá em Ilé Ifè. Na foto abaixo vemos também a presença do Ooni de Ile Ife, o herdeiro do trono de Oduduwa, neste dia de orações e oferendas à Osoosi. Osoosi é cultuado na minha cidade e por o meu Rei, o Ooni de Ile Ife.
Cultuamos de uma forma bem diferente das religiões afro-brasileiras. E isso não quer expressar nenhuma superioridade. Apenas cultuamos de forma bem distinta. E respeitamos bastante os cultos afro-brasileiros. São dois cultos distintos, são divindades entendidas de formas diferentes também. Algumas pessoas falam que cultuam Orisas africanos e isso leva outras pessoas a pensar que são as iguais as formas que eles e nós cultuamos. Este pensamento é organizado a partir dos Orisas terem chegado em Ile Ife para seguir as determinações de Olodumare. E com o passar do tempo, muitos yorùbás foram viver no Brasil e outros países americanos, nos tristes tempos da colonização e escravidão. Deixaram marcas intensas na cultura brasileira e de outros países do continente americano. Levaram na alma o amor por seus Òrìsàs da Nigéria e difundiram seus nomes e seus desejos de cultuá-los nos países americanos.

As saudações cotidianas mais usadas na Língua Yorùbá

As saudações cotidianas mais usadas
na Língua Yorùbá:
Ao acordar, das 06:00 da manhã até 12:00
horas (meio dia), o Povo Yorùbá fala:
Ekaaro No período da tarde, do meio-dia até seis horas
 o Povo Yorùbá fala:

Ekaale
Ekaasan No período da noite, até o pôr do sol/ seis horas
o Povo Yorùbá fala


Veja agora como é que escreve,
com os devidos acentos nas palavras
de saudações usuais do Povo Yorùbá:
Na hora em que vão dormir, há uma saudação: Odaro  Como Cumprimentar na Língua Yorùbá,
em diferentes horários do dia:

Boa noite: Até a manhã -
Bom Dia = Ẹkàárọ̀ ou Bom dia - Ẹ kú àárọ̀  Boa tarde - Ẹ kú ọ̀sán ou Boa tarde - Ẹkasán
Outras saudações importantes do Povo
Yorùbá são:
Ó dà àárọ̀: Boa noite, na hora de dormir.
Até a manhã - 

Ó dà àárọ̀ [isto é, aquele  Boa noite, 
antes de dormir]


 
A palavra "Até" que usamos em português
para falar Até Amanhã, é traduzido 
como "Ó dà .."

Assim,

  Até + amanhã - Ó dà + ọ̀la

  Até amanhã - Ó dà ọ̀la


   Até mais tarde dia = = dà + ọ̀sán

E se eu estou despedindo
até o próximo encontro:
   Até mais tarde = Ó dàsán   E se o encontro será no dia seguinte? Até amanhã - Ó dà ọ̀la E se for no final da tarde? Até o pôr do sol - Ó dà ìrọ̀lẹ́          
E ainda para agradecer/dizer obrigado/
obrigada:
Até você voltar - Ó dà àbọ̀.
[i.e. Adeus. tchau, até a próxima]


Outras saudações importantes são:

Desculpe / É uma pena/ lamento: Pẹ̀lẹ́
Obrigada/Obrigado:  o ṣé
Obrigado [por] ontem - O ṣé àná
Modupe
E como podemos pronunciar as palavras
relacionadas as diversas partes do dia?
E aquela expressão que se responder
a quem nos fala 
Obrigado/Obrigada/De nada:
Kotope
É um bom tempo - Ẹ kú ọjọ́ mẹ́ta 
[Literalmente, isso significa, 
"algo que aconteceu três dias"]



Dia: ọjọ́
Manhã - àárọ̀
Tarde - ánsán
noite - alẹ́
pôr do sol - ìrọ̀lẹ́
retorno - àbọ̀
ontem - àná
trabalho / emprego - iṣẹ́ amanhã - ọ̀la
hoje - òní

Saiba mais sobre a Religião Tradicional Yoruba/ ISESE



A Religião Tradicional Yoruba/ ISESE compreende:
1) Conceitos Espirituais da Religião Tradicional Yoruba;
2) Práticas religiosas do Povo Yoruba, vindas de Terra Yoruba e formada por tradição diversificada e não tem um único fundador.
Povo Yorùbá acreditam em  ayan mo que significa que o Povo Yorùbá é destinados a ser um coletivo (um só povo) e devem agir de forma semelhante e sem julgar os demais.
O Povo Yorùbá considera Olódùmarè como agente principal da criação. Olódùmarè designou Obàtálá para trazer terra onde só havia água.
Obàtálá desceu do Orun/plano espiritual em uma corrente longa para fazer o trabalho pedido por Olódùmarè. Corrente feita por Ògún. Obàtálá não conseguiu terminar este trabalho. Foi impedido logo após criar todos os corpos humanos, um a um, feitos à barro. Obàtálá é o pai da humanidade, divindade da luz, pureza espiritual e retidão moral.
Seu irmão mais novo Oduduwa assumiu o controle e fez os trabalhos que faltavam para vida terrena ser possível. Oduduwa distribuiu a terra que levou sob as águas, ajudado por uma galinha de cinco dedos em cada um dos pés.
Olódùmarè ficou chateado com Obàtálá. Olódùmarè enviou um camaleão para ir para a terra e verificar o trabalho de Obàtálá. E o camaleão “fotografou” todo o trabalho realizado por Obàtálá.
Oduduwa voltou para o Orun (morada de Olódùmarè) depois que este mundo aqui cheio de água recebeu a terra aplainada com os dois pés da galinha de cinco dedos em cada pé. Obatala fez seu trabalho de criação dos corpos e consciências humanas e voltou para conversar com Olódùmarè. Em seguida Olódùmarè tomou a decisão de enviar 17 irunmoles (Entre eles: Obàtálá, Ógún, Orunmila Ifa, Sango, Egungun, Obaluayê, Ésú, Osun, Egbe, Ibeji.) para ir para o mundo começar a fazer muitas coisas por lá. Uma só mulher, Osun, fazia parte deste grupo que Olódùmarè enviou para organizar a vida aqui no Aye (Terra).
Os irunmoles que vieram para o Aye e muitos outros Irunmoles que surgiram após o estabelecimento da vida no Aye (Terra) são cultuados através de orações, oferendas apropriadas e ensinadas para as pessoas iniciadas nos Irunmoles. A iniciação em Irunmoles acontece em qualquer momento da vida.
Pais do Povo Yorùbá costumam iniciar suas crianças. Assim na iniciação em Orunmila receberá um ODU IFA que guiará a sua existência e recomendará em quais Orisas que devem ser iniciados ao longo da vida, esclarecerá sobre o destino sacerdotal das crianças, fornecerá os Ewos (interdições, tabus) e desde cedo saberão como conectar com os irunmoles.
Em segundo lugar, há os rituais regulares nos Templos dos Orisas e o ciclo deles é baseado em uma semana de quatro dias: Semana Yoruba (Obàtálá, Ifa, Ògún e Sango). 
Em terceiro lugar, há os festivais anuais, muitas comemorações e rituais mais elaborados que envolvem uma grande proporção da população da cidade, bem como os iniciados na religião responsável por cultuar aquele determinado òrìsà.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Novo livro sobre Moremi Ajasoro, A RAINHA YORUBA DA LIBERDADE

Novo livro sobre Moremi Ajasoro, A RAINHA YORUBA DA LIBERDADE

 Ooni de Ile Ife e Universidade de Ile Ife/Nigéria/OUA lançam livro sobre a história da heroína yoruba Moremi Ajasoro. O Arole Oodua & Ooni de Ife, Ooni Adeyeye Enitan Ogunwusi Ojaja II em conjunto com as autoridades do Awolowo Obafemi University (OUA) lançarão o livro escrito sobre Moremi Ajasoro, uma rainha de Ile Ife que se sacrificou para ser escravizada por seus inimigos, pela liberdade do seu povo yoruba e da humanidade. O lançamento está previsto para próximo sábado, 14 de julho de 2018, no Salão Oduduwa, da universidade Awolowo Obafemi, em Ile Ife, Osun State, Nigéria.
           O livro publicado pela Princesa Ronke Ademiluyi, House Of Oduduwa Foundation/Fundação Casa de Oduduwa , em colaboração com o Instituto de Estudos Culturais, da Universidade Obafemi Awolowo, em Ile Ife/Nigéria trata sobre a força e o poder de uma mulher na história antiga Yoruba, alertando que as pessoas devem evitar a extinção da rica cultura e história yoruba. "Pessoas sem história e cultura estão condenadas à extinção. Este livro sobre a Rainha Moremi Ajasoro nos lembra sobre o orgulho de feminilidade yoruba para incentivar os valores da decência, coragem, hardwork, justiça, sacrifício pelo bem público, contentamento e integridade." Olafare disse.
            O CEO da House Of Oduduwa Foundation/Fundação Casa de Oduduwa, príncipe Jide Fadairo lamentou que muitos fatos históricos sobre heróis e heroínas Yoruba foram perdidos devido à falta de reconhecimento e preservação de arquivo adequado. Considerou importante este lançamento do livro, declarou que é necessário para manter as pessoas muito bem informadas sobre Moremi Ajasoro como um epítome da bravura, coragem e libertação que deve sempre ser comemorado. E disse: "Nos últimos tempos, temos observado declínio e quase extinção da nossa cultura yoruba." Muitos bocejam pela história e muitos necessitam de conhecimento da história.
             Há falta de reconhecimento e preservação adequada de arquivos. Para alterar esta tendência, Ooni Adeyeye Enitan Ogunwusi, Ojaja II, Ooni de Ile Ife tornou um ponto focal a ser comprometido com a preservação do patrimônio cultural yoruba.
Moremi Ajasoro foi um epítome da bravura, coragem e libertação digna de um lugar inesquecível em nossos corações. "Este livro oferece a oportunidade para que todos sejam informados sobre o seu papel e, mais importante, para ser usado em todas as nossas escolas para o benefício dos nossos jovens.”Príncipe Fadairo sustentou.
         Também citado no comunicado, o diretor do Instituto de Estudos Culturais da Obafemi Awolowo University, Dr. Ayo Omidire declarou que Ooni Ogunwusi deve ser elogiado por sua Revolução Cultural e de Turismo. E afirmou que o livro de literatura sobre Rainha Moremi Ajasoro será o primeiro de seu tipo a ser escrito ao mesmo tempo em Yoruba e Inglês. O livro vai ajudar na revitalização da história e cultura yoruba e impedir o desaparecimento do legado do povo Yoruba.
         O livro, escrito em língua yoruba e inglesa, será distribuído para escolas em todo o país para a preservação e promoção da língua yoruba e para que a nova geração possa aprender sobre os atributos e o poder de uma mulher na antiga história yoruba.
             De acordo com a Sra Moremi Onijala, a filha de do Prêmio Nobel de Literatura Professor Wole Soyinka, que recebeu seu nome em homenagem a lendária rainha Moremi, é também a chefe do Conselho Consultivo de Moremi Ajasoro, ela elogiou os esforços do Ooni de Ile Ife em sua tentativa de promover continuamente a legado da rainha icônica.
              Recorde-se que Ooni Ogunwusi inaugurou em 2016 a mais alta estátua da Nigéria e 3ª na África chamada "Moremi Ajasoro - estátua da liberdade", erguida na parte externa e à direita dentro de seu composto em quartos Okerewe, no seu Palácio em Ile-Ife. Onde a heroína Moremi é carinhosamente chamado como" Iya Okerewe ", considerada como a verdadeira mãe da liberdade do mundo, cujo legado não deve ser deixado no esquecimento.



quinta-feira, 21 de junho de 2018

Moremi Ajansoro, Heroína do Povo Yoruba

                                                                       Faseyi Dada

          MOREMI AJANSORO, Heróina do Povo Yoruba, ganhou uma grande estátua dentro do palácio do Ooni de Ile Ife. O Atual Ooni reconhece o papel histórico de Moremi em prol do Povo Yoruba. Ligada ao Reino de Oduduwa. Moremi era casada com um de seus filhos. Teve papel importante na vida social do Povo Yoruba.

MOREMI é a salvadora do Povo Yoruba habitante de Ile Ife. Em tempos bem remotos, longe da atual história, o Povo Yoruba ia ao mercado a cada 5 dias para comprar suas necessidades. Havia um Povo inimigo e se chamava IGBOHO. Estes inimigos usavam disfarces nos seus rostos. Eles entraram no mercado para surpreender o povo yoruba e os fazê-los escravos, tirando-os de Ile ife e levando-os escravizados para outros lugares. Moremi estava em OFA, nos arredores de Ile ife. Ela foi avisada que o Povo IGBOHO aprisionou e levou várias pessaos que estavam no mercado. Chegando em iLE IFE conversou com o Ooni sobre toda a situação e ficou decidido que o Povo Yoruba não deveria ir ao mercado no dia seguinte. Planejaram no Palácio do Ooni que a MOREMI iria ao mercado sozinha para saber quem são estes malfeitores do Povo Yoruba. Os Obas/Reis ficaram surpresos com esta atitude de uma mulher sair sozinha ao encontro dos seus inimigos. Ela insistiu em executar seu plano e assim aconteceu.

No dia seguinte, sozinha no mercado, viu a hora em que os inimigos IGBOHO chegaram, foi presa e levada ao diante do chefe deste povo inimigo. Este chefe IGBOHO ficou encantado com MOREMI. MOREMI era uma linda mulher. E assim se tornou a mulher do seu próprio inimigo. Indagou deste chefe IGBOHO a razão de seu Povo Yoruba de Ile Ife está sendo escravizado. E quis saber a razão do Povo IGBOHO não mostrar o rosto: "Seus soldados são humanos ou espíritos?". Descobriu que eram humanos e também todos os segredos deles para dominar as pessoas no mercado de Ile ife.
De posse de todos os dados secretos do Povo inimigo, MOREMI falou para o Chefe IGBOHO que estava com saudades de casa e combinou com ele que iria visitar sua família em Ile Ile. Chegando em Ile Ife encontrou com o Ooni e revelou todos os segredos do Povo IGBOHO. Enquanto isso o Povo IGBOHO estranhou a demora de MOREMI em retornar de Ile ife. E resolveram voltar ao Mercado de Ile Ife. MOREMI e o Povo Yoruba estavam fortes e firmes para desenvolver seu plano para vencer o Povo IGBOHO, Lutaram contra o Povo IGBOHO e venceram. MOREMI nunca foi esquecida pelo Povo Yoruba e é lembrada como a libertadora do seu povo na escravidão. No Festival de Moremi são relembradas e comemoradas as lutas e a vitória do Povo Yoruba de Ile Ife. #Moremi#Yoruba#IleIfe#Ase!!!
O dia especial de culto ao Orisa Osoosi durante Obatala Festival em Ile Ife: Osoosi Festival in Obatala Festival 
                                                                 Faseyi Dada


Osoosi, um hábil caçador, é guardião de Obatala, Osoosi era um irmão mais novo de Ogun (o Orisa do ferro). Osoosi tinha um escravo chamado "KATO-KI-KI-KA-FENU-E-SOLE que pintou a casa de Osoosi branca (efun) para descrever a pureza de Deus e divertiu todo mundo com cantos e louvores ao Todo-Poderoso Olodumare.
Igba/Assentamento de Osoosi do Obatala Holytemple



A casa de Osoosi tornou-se ponto de socorro para os oprimidos e os necessitados, onde as frutas e os itens alimentares eram distribuídos livremente, por meio de KATO-KA-KI-KI-KI-KA-FENU-E-SOLE. Esta foi a origem da Filantropia e adoração de Deus na Terra", segundo narração de nosso Obalesun.
Ooni saindo do seu Palácio para o Obatala Holytemple: Osoosi Day

Nosso Obalesun do Templo de Obatala de Ile Ife narrou ainda que antes de Osoosi ter se transformado em uma pedra viva, ele tinha decretado que KATO-KA-KI-KI-KI-KA-KA-FENU-E-SOLE nunca se casará nem terá filhos, orou para que sua casa sempre acolha as multidões como uma morada eterna de ajuda e repouso e que o nome Osoosi seja para sempre conhecida em todo o mundo.
Dia de Osoosi no Festival de Obatala de Ile Ife

No dia 17 de janeiro de 2018 , comemoramos o Orisa Osoosi no nosso festival de Obatala de Ile Ife. Com a presença de Ooni de Ife e do nosso Obalesun comemoramos Obatala e Osoosi. Muitas pessoas rezam para Ossosi no Igba/Assentamento de Osoosi. Este Igba fica na frente da entrada da parte interna do Templo de Obatala de Ile Ife.
Obas de Obatala Holytemple vão buscar o Ooni para o Osoosi Day, no Obatala holytemple

Osoosi, um hábil caçador e guardião de Obatala. Obatala é o Orisa da pureza e sanidade. Osoosi é um irmão mais novo de Ogun (o Orisa do Ferro) #Osoosi #Obatala #ObatalaFestival #IleIfe #ObatalaHolytemple.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Irete Ika, Odu Ifa sacado em Oke Itase

                                                                                                         Faseyi Dada                         

         O Odu Ifa para o período de junho de 2018 até o  começo de junho de 2019 é IRETE-IKA com Ire aiku (Bênção da Longevidade). Ifa nos pede para fazer oração e oferenda por longetividade e fala sobre três irmãos que precisam fazer ebós, para que dois deles não morram deixando apenas um atrás. Ifa disse que vai nos abençoar e aceitar nossas orações e oferendas. Ìrẹtẹ̀ìká/ Odú Irete Ika/ Ateka/ Odú sacado em Oke Itase/ Templo de Orunmila de Ile Ife: Ifa diz que a vida será agradável para os que cultuam, fazem orações e oferendas!
Ooni chegando ao Templo de Orunmila para o momento em que o ODÙ foi sacado

         O mês de junho marca o fim de um ciclo e começo de um outro ciclo de doze meses, Arabas e Babalawos reunidos no Templo de Orunmila de Ile Ife, Oke Itase assistem ao momento em que o Araba Agbaye saca um novo ODÚ. E em seguida os sacerdotes de Orunmila, os Awós, Babalawós, Arabas começam a recitar versos relacionados a este odú.Depois todos farão suas oferendas e orações para viver bem os próximos doze meses.
Inúmeros obis são oferecidos pelos que cultuam Ifa

           O calendário yoruba é composto pelos seguintes meses e seus nomes correspondentes no calendário usual no Brasil:

ÒKÙDÚ Junho
AGḖMṐ Julho
ÒGÚN Agosto
OWḖwḖ Setembro
ṐWAwa Outubro
BḔLU Novembro
ṐPḖ Decembro
ṠḔRḔ Janeiro
ÈRÉLE Fevereiro

ḔRḔNA Março
Ooni em Oke Itase, Templo de Orunmila em Ife


                  Dentre estes versos de IRETE IKA encontra-se este verso, que para nós que somos iniciados em Obatala e cultuamos Obatala e sua esposa predileta Yemoo é bastante significativo:
Filhos dos Awós levando oferendas ao Palácio do Ooni


A árvore de quiabo se dobra quando colhida
A árvore do jardim se dobra quando é colhida
O pescoço de um devoto de Orisa é adornado com miçangas coloridas
Estas foram as mensagens de Ifá para Yemoo
Esposa de Obatala
Ele foi aconselhado a oferecer sacrifício
Ela ouviu e cumpriu
Em pouco tempo, 
Não muito longe
Junte-se a nós 
No meio de todas as coisas boas da vida

Obalesun de Obatala Holytemple de Ile Ife

                 Yemoo já acompanhava Obatala na sua saída do Orun e esteve ao lado de Obatala em todo o tempo em que estiveram aqui. Mãe do Obalesun, primeiro filho de Obatala nascido ainda na transição entre o mundo espiritual e este mundo transitório que habitamos hoje. 
Iniciados em Obatala no grove/bosque de Obatala em Ife


                 Obatalá teve 201 e entre elas as suas preferidas eram duas esposas e Aje Yemoo e Oje. Uma criança do sexo masculino nasceu em Iwa orun (transição entre o Orun/Céu e Aye/Terra); a criança se chamou (Obalesun) que significa "que o rei pode dormir". Obatalá teve 201 esposas. Aje Yemoo e Oje eram suas favoritas.
Nomes de Crianças/filhos de Obatala: 
Obalesun, Olufan, OGYAN, Oladikan Olaosa, Nini, Ainin,
Obalurin, Obalele, Obaluru, Oni are, Orisawusi, Orisa
gbuyin, Ojularere, Oribamito Orisa, Oluwe, Akala
Orisa, Olomo, Oso, Lemo Orisa, Obaluaye, Orisa ko akomi, Akire, Yeyeletiko, Loogun Ekun, Lori Omo,
Lajogun, Yeye Lominrin, Yeye Meso, Aje Ogungun
Nuso, YeyeLotun, Alore, Yeye Niwe, Omonla,
Obalepon.

                        



Cultos aos Orisas na Nigéria: diferentes formatos comparando com os cultos na Diáspora africana aos países da América

Aqui no Brasil são conhecidos e cultuados alguns dos nossos Òrìsás: Obàtálá Orisanla (conhecido aqui como Oxalá e cultuado no Brasil atravé...